sábado, 18 de dezembro de 2010

O QUE HÁ DE DIFERENTE NO NATAL.

Comum que nessa época do advento, nos inclinemos a pensar diferente.
Mas alguém já analisou o porque disso?
Conta-nos Lucas na Biblia, que Cortes de Anjos prepararam a chegada de Jesus na Terra, mudando assim a atmosferada de todo o planeta, conduziram os tres Reis magos, convocaram a pureza e a dedicação dos Pastores, falaram a José.
Prepararam tudo com esmero, para a chegada aqui nesse mundo da Luz do Amor.
Ele personificando as Cortes Celestiais, começou sua jornada na palha entre os animais.
Já começava ensinando...
E nós no Natal? No burburinho dos shoppings e avenidas iluminadas, estamos completamente esquecidos do sentido do Natal.
Fomos corrompidos por Papai Noel.
Mas se procurarmos atentamente, algo diferente paira no ar, e não é o tinir dos sinos do trenó de Noel. São os anjos entoando hinos para nos embalar , nos acalentar e afugentar o medo das incertezas desse mundo.
É o verdadeiro espírito natalino, é a lembrança daquele momento em que à Terra vieram as Cortes Celestiais, entregar a Doce Criança em Belém.
Por isso o Natal evoca uma atitude diferente; atitude que desdenhamos e cobrimos de presentes para não pensar, não refletir, não meditar no sentido profundo dessa data.
Paremos um pouco.
Silenciemos por instantes.
Escutemos no silêncio das madrugadas o cântico dos anjos, que incansavelmente envolvem a Terra, ano após ano na atmosfera do Advento.
Preparemos a simplicidade da palha em nosso espírito, para receber a Criança Sagrada.
Afinal é Natal!!!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PROCRASTINAÇÃO

Pois é, essa palavra tão nossa desconhecida na grafia, sem sabermos é tão nossa conhecida na prática.
O famoso , deixa que amanhã eu termino , espera daqui um pouquinho eu vou aí finalizar. Então é isso ai que é procrastinar.
A foto acima é um exemplo perfeito disso , alfinetes a espera de uma costura definitiva, um molde e um tecido a espera da tesoura.
Decidi comigo que não vou ser uma procrastinadora, parece palavrão, mas no fundo serve como um xingamento, afinal que espécie de pessoas queremos nos tornar, se o corpo mole nos comanda as ações?
E se não é o corpo mole, é então o pior inimigo das realizações pessoais, a falta de planejamento, de estipular metas possíveis no tempo real de que dispomos.
Isso nos convoca a uma análise de realidade, da nossa realidade.
O que queremos fazer? Isso vem primeiro. De quanto tempo dispomos? Partindo desses dois pontos poderemos começar a nos conhecer melhor, a poder medir nossa motivação pessoal, nosso senso de realidade, e deixarmos de ser então pracrastinadores para sermos realizadores felizes de nossos sonhos.
Começo hoje a preparar minha rotina escrita por dias, horas e semanas, sim, porque há metas de curto prazo e outras que requerem mais tempo para serem realizadas. Nesse ponto preciso ser bem realista, não adianta planejar uma coisa que para ser feita vai me tomar 4hs de trabalho ininterruptos, se só disponho de tres, e tenho que botar isso no papel , vizualizar ajuda a mente a tornar real o que parece ser um zumbido de idéias a nos atormentar a mente.
Então é isso, hoje tem precisamente um ano que dei início a esse blog de textos , esperando aqui compartilhar minhas idéias e meus ideais.
E me superar com lucidez é sempre meu ideal supremo.!
Então vou às costuras e volto aos livros, tenho lido pouco ultimamente,isso me incomoda, mas principalmente papel e lápis na mão para fazer um real planejamento das minhas atividades e dos meus momentos de lazer, que são importantes, pois lazer é o refrigério da alma!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

VOLTEI !!!!!!!!


É sempre bom voltar às atividades que nos dão prazer, e dessa maneira volto a publicar textos por aqui.
Esse período de dormência foi como um inverno da alma,procurava me referenciar em mim mesmo, nos meus códigos de características pessoais ,como fazem as sementes, para na primavera rebrotar.
E com diz um bom ditado das pessoas do campo," a terra mais remexida é a que mais dá flores", espero brotar com a devida elegância de uma flor que a muito aguardava a primavera.
Penso que havia partes do meu genoma pscologico e espiritual, que ainda eram de todo desconhecidos de mim, mas após esse período de dormência pude percebê-los e de posse desse novo conhecimento, posso ressurgir mostrando novas possibilidades do que posso oferecer ao imenso jardim que me aguarda banhado de sol.
O jardim do mundo ,banhado ao sol da luz do Cristo ,ressignificando meus propósitos, me deixando mais amena.Quiçá mais útil.
Aliás utilidade foi um trecho de meu genoma psi, que muito me ocupou nesse período.
Pra quê eu sirvo? Qual minha utilidade nesse mundo? O quê dessa utilidade expressa a minha verdadeira vontade de realizar o bem? Será que a sofreguidão com que vinha tentando ser útil não estava era me deixando tão ansiosa que me desqualificava para qualquer ação útil?
Então é isso, voltei, mas voltei mais reflexiva, um tanto reservada, talvez com um toque de melancolia,mas isso parece ser traço característico dos que gostam de pensar, o que não quer dizer que esteja triste, só um outro tom vibrando nas fibras da minha alma.
Possamos todos voltar e rebrotar nesse imenso jardim que é o planeta terra! E sermos úteis em práticas do bem, servindo no pequeno mundo que nos rodeia, para de alguma forma tornarmos o todo mais belo!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amor e Música

Neste momento ouço Mozart,concerto para piano Nº21, e penso :_ poderá alguém demonstrar com mais propriedade o que pode fazer o amor; esse sentimento sublime ,na alma humana?
Leveza e beleza; a companhia que não questiona, apenas ama em seus acordes vindos das paragens onde o bem e a beleza se eternizam em acordes,que nos faz transcender a nossa tão pobre condição humana...
Ah! como ás vezes lastimo ter me desconectado da luz de Deus, que há em meu interior para sofrer por questiúnculas tão passageiras.
Uma música como essa aflora de maneira incontrolável a saudade da doce companhia dos Numes Tutelares.
Apenas sete notas e alguns semi-tons e tudo se transfigura ao nossos sentidos.
Se por um acaso não soubermos dizer nada sobre amor ,ouçamos ou façamos música,ela é sem dúvida o alfabeto com que Deus arquitetou o sentimento humano.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FIDELIDADE

Do Latin: Fidelitàs, fidelidade, constância.
Ainda o latin,Fideliter, fielmente, com consciência, de modo duradouro.
Fideliter Monere, aconselhar como amigo,delicadamente.
"Dicionário Latino-portugues,Francisco Torrinha."
Fidelidade, lealdade, firmeza, exatidão, probidade.
Probidade,honradez, integridade de caráter.
Dicionário do M.E.C, Silveira Bueno.

Observando as minudências do tema abordado, vemos que nossa mente anda desavisada de seus caminhos.
Onde a honradez e a integridade de caráter, a delicadeza da amizade, a constância e a consciência em nossas atitudes diárias?
Possamos parar um pouco no azáfama diário e refletir, temos sido fiel a quê?
Ao grupo familiar?Às doutrinas religiosas? Ao "modus pensandi" das massas? À Deus? À verdade? Ou a nós mesmos?
E o que viria a ser esse nós mesmos, essencialmente, sem os arquétipos dos trejeitos sociais que acumulamos sobre nossa consciência?
Tenho sempre buscado entender o mecanismo das ações que empreendo na mente e no mundo da ação e me surge hoje essa pergunta com força descomunal: TENHO SIDO FIEL A QUÊ?
Alimento a certeza de que busco ser fiel à verdade e ao bem. Não me iludo de já sê-lo, mas a busca é o que faz dar sentido àquilo que cremos.
Pensemos na delicadeza de aconselhar um amigo; existe laço mais doce e isento de mundanalidade que o da amizade?
Vejamos o quanto nos tem sido possível sermos fiéis, com consciência aos nossos ideais, e mais ainda, de que natureza tem sido nossos ideais?
Será que a condição humana, apenas tem nos proporcionado ter ideais materializados? Uma casa,uma viajem, conhecer determinada coisa, lugar ou pessoa?
Será que temos nos lembrado de que somos espírito? E devemos em espírito idalizar?
Que ideais poderiam alimentar o espírito?
A beleza? A arte? O bem ? O amor? A fraternidade?
Onde tem nos levado a visão materialista de um mundo comprável?
À beleza com grife? À arte desfigurada? Ao bem com divulgação na mídia? Ao amor que não se sacia nunca? À fraternidade baseada em pactos sociais?
A transitoriedade de tudo isso, deveria por si só,ser um convite à procura de ideais mais duradouros.
Então para os que gostam de pensar, possamos pensar acêrca disso.
TEMOS SIDO FIÉIS A QUÊ???
Posicionemo-nos com clareza, pois se não temos certeza de onde depositamos nossa dedicação, poderemos acordar , de repente, com imenso vazio na alma, que apenas pede que o existir faça sentido,que conduza à evolução, à beleza, ao bem e ao amor.

terça-feira, 15 de junho de 2010

LÓGICA

Com essa frase, iniciei as postagens deste blog, hoje penso que revê-la seria interessante.
" O termo lógica vem de uma palavra grega que significa razão. A lógica é, de fato, a ciência das leis ideais do pensamento, e a arte de aplicá-las corretamente à procura e à demonstração da verdade" R. Jolivet.
Então...
Quanto temos procurado a verdade, e como temos procurado demonstrá-la?
Verdade é coisa simples, descomplicada, sem rebuscamentos,é o que é .Será que em nossos embolados sofismas e intermináveis palavrórios estamos verdadeiramente a procurá-la?
Demonstração da verdade requer transparência, onde e como podemos vivenciar essa transparência num mundo de visão tão embotada?
São apenas duas questões levantadas por essa frase, mas são tão importante que se poderia dizer sem dúvida, que delas depende a própria condiçao humana.
Um querido amigo disse da nossa necessidade de encararmos com maior maturidade as questões relevantes ao nosso progresso espiritual.
Maturidade é quando percebemos que o mundo não precisa gravitar ao nosso redor para que nos sintamos felizes ,como fazem as crianças, mas perceber que olhando o mundo físico e social com respeito pelo que são,é que nos sentiremos plenamente felizes, por estarmos exercendo o dom do dicernimento e a força da lógica.É chegarmos por esforço mental e concessão espiritual próprios; às mesmas considerações que chegaram um dia, Sócrates e Platão.
Maturidade é exercício pleno da lógica. É exercício de alteridade ,é passo dado na senda do auto conhecimento,é redimensionar tudo que até então acreditávamos ser o mundo abarcado pela nossa consciência.É acima de tudo um exercício de liberdade e de simplicidade.
Então procurando ou demonstrando a verdade estamos naturalmente exercendo nossa ação transformadora no mundo e dentro de nós mesmos.Por isso acredito sempre na força do pensamento e da razão.Por isso torno a repetir ,o que escrevo não são textos de inquestionável valor literário,mas apenas textos pra quem gosta de pensar.
...E TUDO O MAIS VOS SERÁ ACRESCENTADO."Paulo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SIMPLICIDADE

Ser simples é tudo o que se pode ser, é a essência.
Afora a essência, tudo o mais é adereço, e os adereços são fruto da ilusão e de projeções mentais ,fundamentadas no ego. São limitadores da liberdade pessoal e são desnecessários.
E pelo fato de não estarem na essência, causam uma série de emoções contraditórias: ansiedade e medo;dúvida e desejo; amor e ódio.
O apego ainda é o grande adversário da simplicidade, situando o eu num universo gravitacional impróprio, dada a transitoriedade das coisas.
Deixando que o ego seja o centro ,tudo o que gira em torno dele, causa imensos embaraços psicológicos, atrasando muito nossa caminhada evolutiva.
Para a simplicidade vir habitar nosso mundo mental, não podemos transitar pelo caminho do intelecto, pois a simplicidade é de natureza diferente de tudo o que fundamenta os códigos sociais,ela é fundamentalmente libertadora, ela é essência.
Roland Barthes em sua aula inaugural,diz com propriedade do poder da palavra, implicito nos movimentos sociais- sendo sua mola mestra- nos dominando em nossas capacidades dissertivas, delineando a perpetuidade histórica do poder da palavra em nos aprisionar a mecanismos repetidores de padrões socialmente permitidos e engendradores da nossa limitada expressão pessoal.
Já a simplicidade ao nos desconectar desses códigos sociais constrangedores e buscando a essência do ser que é livre, permite-nos respirar mentalmente num habitat de atmosfera tranquilizadora ,equilibrada e sem apegos.
Por isso a simplicidade traz-nos à memória a figura absolutamente simples de Jesus de Nazaré. Nele não haviam adereços, uso do poder, mas a força libertadora do ser essencial.
Ele era simples,andava entre os simples, falava com simplicidade, enfim agia nos parâmetros libertadores da simplicidade.
"Olhai os lírios do campo, não tecem nem fiam, e Eu vos digo, que nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles."