terça-feira, 28 de setembro de 2010

Amor e Música

Neste momento ouço Mozart,concerto para piano Nº21, e penso :_ poderá alguém demonstrar com mais propriedade o que pode fazer o amor; esse sentimento sublime ,na alma humana?
Leveza e beleza; a companhia que não questiona, apenas ama em seus acordes vindos das paragens onde o bem e a beleza se eternizam em acordes,que nos faz transcender a nossa tão pobre condição humana...
Ah! como ás vezes lastimo ter me desconectado da luz de Deus, que há em meu interior para sofrer por questiúnculas tão passageiras.
Uma música como essa aflora de maneira incontrolável a saudade da doce companhia dos Numes Tutelares.
Apenas sete notas e alguns semi-tons e tudo se transfigura ao nossos sentidos.
Se por um acaso não soubermos dizer nada sobre amor ,ouçamos ou façamos música,ela é sem dúvida o alfabeto com que Deus arquitetou o sentimento humano.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

FIDELIDADE

Do Latin: Fidelitàs, fidelidade, constância.
Ainda o latin,Fideliter, fielmente, com consciência, de modo duradouro.
Fideliter Monere, aconselhar como amigo,delicadamente.
"Dicionário Latino-portugues,Francisco Torrinha."
Fidelidade, lealdade, firmeza, exatidão, probidade.
Probidade,honradez, integridade de caráter.
Dicionário do M.E.C, Silveira Bueno.

Observando as minudências do tema abordado, vemos que nossa mente anda desavisada de seus caminhos.
Onde a honradez e a integridade de caráter, a delicadeza da amizade, a constância e a consciência em nossas atitudes diárias?
Possamos parar um pouco no azáfama diário e refletir, temos sido fiel a quê?
Ao grupo familiar?Às doutrinas religiosas? Ao "modus pensandi" das massas? À Deus? À verdade? Ou a nós mesmos?
E o que viria a ser esse nós mesmos, essencialmente, sem os arquétipos dos trejeitos sociais que acumulamos sobre nossa consciência?
Tenho sempre buscado entender o mecanismo das ações que empreendo na mente e no mundo da ação e me surge hoje essa pergunta com força descomunal: TENHO SIDO FIEL A QUÊ?
Alimento a certeza de que busco ser fiel à verdade e ao bem. Não me iludo de já sê-lo, mas a busca é o que faz dar sentido àquilo que cremos.
Pensemos na delicadeza de aconselhar um amigo; existe laço mais doce e isento de mundanalidade que o da amizade?
Vejamos o quanto nos tem sido possível sermos fiéis, com consciência aos nossos ideais, e mais ainda, de que natureza tem sido nossos ideais?
Será que a condição humana, apenas tem nos proporcionado ter ideais materializados? Uma casa,uma viajem, conhecer determinada coisa, lugar ou pessoa?
Será que temos nos lembrado de que somos espírito? E devemos em espírito idalizar?
Que ideais poderiam alimentar o espírito?
A beleza? A arte? O bem ? O amor? A fraternidade?
Onde tem nos levado a visão materialista de um mundo comprável?
À beleza com grife? À arte desfigurada? Ao bem com divulgação na mídia? Ao amor que não se sacia nunca? À fraternidade baseada em pactos sociais?
A transitoriedade de tudo isso, deveria por si só,ser um convite à procura de ideais mais duradouros.
Então para os que gostam de pensar, possamos pensar acêrca disso.
TEMOS SIDO FIÉIS A QUÊ???
Posicionemo-nos com clareza, pois se não temos certeza de onde depositamos nossa dedicação, poderemos acordar , de repente, com imenso vazio na alma, que apenas pede que o existir faça sentido,que conduza à evolução, à beleza, ao bem e ao amor.

terça-feira, 15 de junho de 2010

LÓGICA

Com essa frase, iniciei as postagens deste blog, hoje penso que revê-la seria interessante.
" O termo lógica vem de uma palavra grega que significa razão. A lógica é, de fato, a ciência das leis ideais do pensamento, e a arte de aplicá-las corretamente à procura e à demonstração da verdade" R. Jolivet.
Então...
Quanto temos procurado a verdade, e como temos procurado demonstrá-la?
Verdade é coisa simples, descomplicada, sem rebuscamentos,é o que é .Será que em nossos embolados sofismas e intermináveis palavrórios estamos verdadeiramente a procurá-la?
Demonstração da verdade requer transparência, onde e como podemos vivenciar essa transparência num mundo de visão tão embotada?
São apenas duas questões levantadas por essa frase, mas são tão importante que se poderia dizer sem dúvida, que delas depende a própria condiçao humana.
Um querido amigo disse da nossa necessidade de encararmos com maior maturidade as questões relevantes ao nosso progresso espiritual.
Maturidade é quando percebemos que o mundo não precisa gravitar ao nosso redor para que nos sintamos felizes ,como fazem as crianças, mas perceber que olhando o mundo físico e social com respeito pelo que são,é que nos sentiremos plenamente felizes, por estarmos exercendo o dom do dicernimento e a força da lógica.É chegarmos por esforço mental e concessão espiritual próprios; às mesmas considerações que chegaram um dia, Sócrates e Platão.
Maturidade é exercício pleno da lógica. É exercício de alteridade ,é passo dado na senda do auto conhecimento,é redimensionar tudo que até então acreditávamos ser o mundo abarcado pela nossa consciência.É acima de tudo um exercício de liberdade e de simplicidade.
Então procurando ou demonstrando a verdade estamos naturalmente exercendo nossa ação transformadora no mundo e dentro de nós mesmos.Por isso acredito sempre na força do pensamento e da razão.Por isso torno a repetir ,o que escrevo não são textos de inquestionável valor literário,mas apenas textos pra quem gosta de pensar.
...E TUDO O MAIS VOS SERÁ ACRESCENTADO."Paulo.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SIMPLICIDADE

Ser simples é tudo o que se pode ser, é a essência.
Afora a essência, tudo o mais é adereço, e os adereços são fruto da ilusão e de projeções mentais ,fundamentadas no ego. São limitadores da liberdade pessoal e são desnecessários.
E pelo fato de não estarem na essência, causam uma série de emoções contraditórias: ansiedade e medo;dúvida e desejo; amor e ódio.
O apego ainda é o grande adversário da simplicidade, situando o eu num universo gravitacional impróprio, dada a transitoriedade das coisas.
Deixando que o ego seja o centro ,tudo o que gira em torno dele, causa imensos embaraços psicológicos, atrasando muito nossa caminhada evolutiva.
Para a simplicidade vir habitar nosso mundo mental, não podemos transitar pelo caminho do intelecto, pois a simplicidade é de natureza diferente de tudo o que fundamenta os códigos sociais,ela é fundamentalmente libertadora, ela é essência.
Roland Barthes em sua aula inaugural,diz com propriedade do poder da palavra, implicito nos movimentos sociais- sendo sua mola mestra- nos dominando em nossas capacidades dissertivas, delineando a perpetuidade histórica do poder da palavra em nos aprisionar a mecanismos repetidores de padrões socialmente permitidos e engendradores da nossa limitada expressão pessoal.
Já a simplicidade ao nos desconectar desses códigos sociais constrangedores e buscando a essência do ser que é livre, permite-nos respirar mentalmente num habitat de atmosfera tranquilizadora ,equilibrada e sem apegos.
Por isso a simplicidade traz-nos à memória a figura absolutamente simples de Jesus de Nazaré. Nele não haviam adereços, uso do poder, mas a força libertadora do ser essencial.
Ele era simples,andava entre os simples, falava com simplicidade, enfim agia nos parâmetros libertadores da simplicidade.
"Olhai os lírios do campo, não tecem nem fiam, e Eu vos digo, que nem Salomão em toda sua glória jamais se vestiu como um deles."

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Assunto por demais complexo,busco hoje caminhos elucidativos para compreensão da fé.
O professor Carlos Torres Pastorino,que em vida foi professor de grego e latim, analisa em seus estudos as diferenças de significado que se aplicam à fé,quais sejam:Fé Simples- apenas acreditar;Fé Emocional- é um sentimento;Fé Intelectual-convicção e Fé Espiritual-fidelidade.
Há ainda a visão da Fé como confiança em Deus, e Fé como sendo uma luz sustentada interiormente dissipando as trevas da dúvida e do medo.
Outro ponto de vista importante,diz ser a Fé um sentimento INATO de nosso destino futuro, a consciência que o ser tem das suas faculdades latentes,esperando o concurso da vontade para germinar.
Filosóficamente ela é vista com dependente direta da inteligência e da vontade; sendo que o papel principal cabe à inteligência que percebe e dá o consentimento da razão; à vontade pertence papel indireto, sendo a vontade quem mantém ou desvia a atenção, que aplica a inteligência ao objeto e repele as distrações, afasta os preconceitos e paixões.
Como é possível observar, a fé está ligada intimamente as nossas mais importantes prerrogativas como seres humanos: pensar, sentir, querer.
Sob a luz desses dons de humanidade, observamos que fé, não se tem ou deixa de tê-la, é inata, fica ao nosso encargo pessoal, o pensar e o querer.
Desligando-a dos credos religiosos, observamos quão grande é o amor do Criador para conosco,que não esperou tivéssemos consciência para usufruirmos dessa luz interior,nos deu a fé com componente original e imprenscindível à nossa sobrevivencia como espíritos eternos.
Filosoficamente ela nos faz aplicar a inteligência a um objeto e nesse momento repele as distrações, essa é outra condição essencial do desenvolver dessa luz baseada na nossa vontade e firmeza de propósitos, presisamos estar atentos,abstraindo-nos dos embaraços da ilusão.
Por ser característica de toda humanidade, naturalmente nos iguala,de vez que somos todos iguais em essência, apagando assim a triste mancha do preconceito.
Fundamentalmente libertadora,a fé não pode, em sua essência nos aprisionar em qualquer espécie de limite, dessa maneira ela controla-nos as paixões, que aprisionam a mente em escuros labirintos de egoismo.
Buscando assim compreender a fé ,observo que antídoto natural temos à nossa disposição,pois que combate na essência nossos mais terríveis males de humanide, a ilusão ,o egoismo ,o preconceito e as paixões.
Assim com essa nova visão de fé podemos observá-la com potente remédio a curar nossos males sociais e individuais.
Sem dogmatismos que a colocaram em posição indevida, por ser por essencialmente libertadora, vemos a fé como importante construtora de uma sociedade moralmente ética e justa.
Sabendo que na condição de seres em evolução, não poderíamos construir nossa vida social sem a diretriz segura da fé em suas multiplas faces ,Jesus asseverou:-mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

ACEITAÇÃO

Muitas vezes somos confrontados por essa palavra tão desafiadora e inquietante.
Sempre pensamos nela como uma referência ao que nos é proposto do lado de fora de nossa personalidade,quase uma imposiçaõ inquietante ao nosso fluir de atividades diárias,mas enganamo-nos ao pensar que o aprendizado do existir pudesse ser tão simples e superficial.
Colocando a aceitação como vindo de fora ,do outro,das circunstâncias, vamos, sem termos consciência disso ,afastando-nos do que realmente a aceitaçaõ nos convida a fazer.
Aceitar a nós mesmos, isso sim é o que essa palavra vem nos evocar a fazermos. Difícil exercício de auto consciência e de auto-perdão ,de reconhecimento de limites e possibilidades , a aceitação vem com seu chamado duro, mas necessário,nos fazer um convite já tão repetido , que amemos a nós mesmos, mas vindo por esse inusitado caminho ,nos confunde a mente desabituada a perquirições a respeito do móvel de nossas ações.
Como realizar tarefa tão difícil se mantivermos vivos em nossas cogitações exemplos de vida almejáveis ,mas que não são os nossos?Dai que junto com a aceitaçaõ precisamos ter uma justa noção de realidade, o que naturalmente será um ataque a ilusaõ que acalentamos de quem realmente somos e como isso ajusta nossa ótica do mundo e de como nos relacionamos com ele.
O tema escolhido para esse post,vem num momento de busca pessoal,e como tem sido valioso para esse meu processo de crescimento,senti sincera vontade de dividir com os outros essas descobertas que vem de encontro a minha incansável busca de aprimoramento e de auto conhecimento.
Portanto para quem gosta de pensar ,as sinalizações do caminho que tenho percorrido estão aí,possam quem se interessar, buscar, pensar e encontrar suas legítimas motivações pessoais.
Uma boa dose de brandura e auto amor serão imprescindíveis a essa jornada.A quem se aventure desejo muitas alegrias interiores e no olhar uma placidez e calma que externará por certo esse doce momento de auferiçaõ de valores e de auto encontro.
Ainda em tempo, houve há dois mil anos Quem deixou bem clara a afirmativa :Vóis sois deuses.

terça-feira, 27 de abril de 2010

RELEMBRANDO ...

Quem nunca ouviu a célebre frase dita por um hipotético Princepezinho no deserto:- Tu te tornas eternamente responsável pelo que cativas?! Até o dia de hoje,não sabia da seriedade dessa frase,a não ser é lógico pela área de influenciação estreita da qual gozamos todos nós em nossa vida de sociedade,mas hoje ao instalar um registrador de acessos ao blog,percebi a amplitude da responsabilidade eterna ,posto que busco verdades da alma,que são eternas. O número longe de me deixar lisonjeada,isto um risco, me trouxe uma estupefação agradádavel, mas verifiquei de pronto a responsabilidade de usar esse espaço para de fato construir cenários psicológicos contrutores do bem e da verdade ,dentro é lógico das minhas acanhadas capacidades de escrevedeira.Mas relembrando também o propósito inicial desse blog,espero poder construir e principalmente compartilhar esses ideais com todos os que também acreditam que precisamos disseminar mais idéias e ideais enobrecedores da condição humana.A todos que o tem consultado ,por qualquer motivo que seja ,deixo minha imensa gratidão por me fazerem sentir útil de alguma forma na edificação de um mundo pensado e sentido na direção do bem.